Esquema com criptomoedas leva à prisão sargento da PM e venezuelano no AM
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Esquema com criptomoedas leva à prisão sargento da PM e venezuelano no AM


Apuração indica movimentação de milhões para abastecer organização criminosa no estado.

Da redação com informações do g1 AM

Agentes das forças de segurança durante cumprimento de mandado contra investigados na operação Torre 7. — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Por Patrick Marques, Matheus Sena

O sargento da Polícia Militar do Amazonas Roosevelt Moraes Pires Júnior e o venezuelano Ramon Arturo Badillo Carrasco foram presos nesta quinta-feira (23), durante a Operação Torre 7, que investiga o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação no Amazonas. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo.

Segundo as investigações, eles são apontados como sócios e responsáveis por uma casa de câmbio em Manaus, utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas.

De acordo com a Polícia Federal, a empresa operava sem autorização do Banco Central e era usada para receber valores relacionados ao transporte de drogas e lavar dinheiro de lideranças da facção Comando Vermelho.

Os dois suspeitos teriam movimentado cerca de US$ 72 milhões em criptomoedas ligadas ao grupo criminoso. Além disso, a empresa investigada teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões de pessoas associadas à facção, apontam as investigações.

Durante a operação, também foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais.

Um terceiro investigado, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, é considerado foragido. Ele é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e estaria utilizando contas da casa de câmbio para receber pagamentos do tráfico de drogas.

A Operação Torre 7 foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que reúne órgãos das esferas federal e estadual.

Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, todos executados na capital paulista.

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