Chico Monte Alegre: A Fortaleza que Honrou a Camisa Alvinegra
Do São Raimundo ao brilho no Remo, Sport e Portugal, a trajetória vitoriosa de um dos maiores zagueiros que o futebol do Norte já revelou.

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Por Luiz Reis Da Redação do Portal 92amz (92)98151-7280

O paredão do Norte Nordeste
Depois da justa homenagem feita a Lúcio Santarém, um dos dez maiores jogadores que nosso editor teve o privilégio de ver atuar nos gramados do Elinaldo Barbosa e do Barbalhão, chegou a vez de reverenciar outro gigante da história alvinegra. Hoje o tributo é para um dos maiores zagueiros que vestiram a camisa gloriosa do São Raimundo Esporte Clube: Chico Monte Alegre.

Carinhosamente chamado de “jovem velho” pelos amigos, Chico deixou sua cidade natal, Monte Alegre, para defender o Pantera Santareno em um dos momentos mais desafiadores do clube. O São Raimundo passava por uma fase de reformulação, e o então presidente José Sebastião Lopes decidiu montar um verdadeiro esquadrão para enfrentar o rival São Francisco Futebol Clube.
Foi assim que chegaram nomes como Rubney, Ivan Costa, Arnaldo Chulapa, Gilson, Ailton, Natinho, Barroso, Aldo, Bianor, Zaqueu, Tostão e, claro, Chico Monte Alegre. O resultado? Um timaço. Um elenco que marcou época e levantou diversos títulos, deixando sua assinatura na história do futebol santareno.
Mas havia algo diferente naquele zagueiro de passadas largas e postura imponente à frente da defesa. Sua liderança silenciosa e firme chamou a atenção dos dirigentes do Clube do Remo. Era o início de uma nova jornada.

Consagração no Leão Azul
Em Belém, Chico se firmou como um dos grandes zagueiros que já passaram pelo Remo. Durante duas temporadas, vestiu a camisa azulina com autoridade, formando ao lado de Belterra uma das duplas de zaga mais lembradas no estádio de Periçá.
Nascido em 8 de dezembro de 1965, o defensor foi peça fundamental nas conquistas do bicampeonato paraense de 1990 e 1991. Foi titular absoluto na memorável campanha da Copa do Brasil, quando o Remo alcançou a semifinal, sendo eliminado pelo Criciúma Esporte Clube comandado por Luiz Felipe Scolari, que acabaria campeão.
Sua maneira elegante e segura de jogar até hoje desperta nostalgia nos torcedores azulinos. Chico comandava o sistema defensivo com classe rara daqueles zagueiros que jogavam com firmeza, mas também com inteligência.

Do Leão do Norte ao Leão do Nordeste
Após brilhar no Pará, Chico seguiu para o Sport Club do Recife. Em Pernambuco, repetiu o sucesso. Conquistou o primeiro de cinco títulos consecutivos em um campeonato estadual extremamente disputado. Na finalíssima, um duelo marcante entre os treinadores Abel Braga, do Santa Cruz Futebol Clube, e Hélio dos Anjos, do Sport.
O empate em 1×1 deu o título ao Leão, com gol de Luis Müller. A campanha foi brilhante: 22 vitórias, 11 empates e apenas uma derrota números que traduzem a força daquele elenco.
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Um andarilho vencedor
Chico Monte Alegre também deixou sua marca por onde passou. Defendeu clubes como:
- Esporte Clube Vitória
- Figueirense Futebol Clube
- Baraúnas
- Clube de Futebol Os Belenenses
- Águia de Marabá Futebol Clube
- Ceará Sporting Club
- FC Paços de Ferreira
Em Portugal, especialmente no Belenenses, tornou-se ídolo. Sua regularidade, postura profissional e liderança conquistaram torcedores e companheiros de equipe, consolidando uma carreira internacional respeitável.
Chico Monte Alegre não foi apenas um grande zagueiro. Foi símbolo de uma geração vitoriosa, referência de elegância e segurança na defesa, um verdadeiro líder dentro de campo. Para quem o viu jogar, fica a certeza: poucos comandaram uma zaga com tanta classe e personalidade.
Uma homenagem mais que merecida a um nome que ajudou a escrever capítulos inesquecíveis do futebol do Norte e além-mar.
Cadê Você Chico?
Estou morando na França e sou treinador de futebol do Clube Nivolas.
Do 92amz- Quero agradecer ao glorioso Chico monte alegre que nos atendeu via Skype direto de sua confortável casa em Lyon. Tivemos ainda a colaboração do Belenense de Portugal e dos Idolosazulinos.
