Flávio Bolsonaro desconhece a existência de produção de smartphones no Brasil.
Secretário Serafim Corrêa desmente fala de Flávio Bolsonaro e destaca que Polo Industrial fabricou 11 milhões de aparelhos, movimentando mais de R$ 14 bilhões em um ano

Da Redação do Portal 92amz (92)98151-7280
Por Luiz Reis

O secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), Serafim Corrêa, rebateu publicamente as declarações do senador Flávio Bolsonaro, que afirmou desconhecer a existência de produção de smartphones no Brasil. A fala ocorreu no contexto de críticas ao aumento do Imposto de Importação para mais de mil produtos, medida adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Serafim, a declaração do parlamentar ignora a realidade industrial do país, especialmente a força produtiva instalada no Polo Industrial de Manaus. “O Brasil produz, sim, smartphones e produz aqui, na Zona Franca de Manaus. Somente no ano passado foram 11 milhões de aparelhos fabricados, gerando um faturamento superior a R$ 14 bilhões”, destacou o secretário.
A Zona Franca abriga atualmente a segunda maior planta industrial da Samsung no mundo, atrás apenas da unidade localizada na Coreia do Sul, país de origem da empresa. Em Manaus, além de smartphones, a companhia produz smartwatches, fones de ouvido sem fio, televisores, monitores e aparelhos de ar-condicionado, consolidando o Amazonas como um dos principais polos de tecnologia da América Latina.
O avanço do setor também tem sido impulsionado por novas marcas internacionais. Em 2025, a fabricante chinesa Vivo Mobile iniciou operações no Brasil sob a marca Jovi, já com produção estabelecida na Zona Franca de Manaus. A movimentação reforça a estratégia de interiorização da indústria de tecnologia no país.
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Outro destaque é a chegada da Realme, que inaugurou na capital amazonense sua primeira fábrica de smartphones nas Américas. A unidade tem capacidade para produzir até 20 mil aparelhos por dia e gera aproximadamente 500 empregos diretos, fortalecendo a cadeia produtiva local.
A resposta de Serafim Corrêa reacende o debate sobre a importância da política industrial brasileira e o papel estratégico da Zona Franca de Manaus na geração de emprego, renda e inovação tecnológica no país.
