VÍDEO: disputa entre bares levou vizinha a mandar matar professor da Ufam em Manaus
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VÍDEO: disputa entre bares levou vizinha a mandar matar professor da Ufam em Manaus

Investigação aponta rivalidade comercial como motivação do crime; quatro suspeitos foram presos e a suposta mandante segue foragida.

Da Redação do Portal 92amz (92)98151-7280

Por Luiz Reis

(Foto: Reprodução)

A investigação da Polícia Civil do Amazonas apontou que o assassinato do professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Davi Said Aidar, de 62 anos, teve origem em uma disputa entre vizinhos relacionada à atividade comercial em um bar localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, km 35, no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus. O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro e, segundo a polícia, teria sido motivado por rivalidade após queda nas vendas do estabelecimento de uma vizinha.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, a principal suspeita de ser a mandante do homicídio é Juliana da Rocha Pacheco, que também mantinha um bar na região. A polícia afirma que, após a chegada do professor ao ramal e a abertura de seu estabelecimento, o movimento no bar de Juliana teria diminuído, o que deu início a uma série de desentendimentos e ameaças.

Segundo o delegado Adanor Porto, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juliana teria procurado o sobrinho Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual da execução. Conforme a apuração policial, Lucas atuava como agiota e teria recrutado pessoas que possuíam dívidas com ele para participar do crime.

(Foto: Divulgação PC-AM)

Entre os envolvidos está Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como “TK”, apontado como o executor. Ele teria aceitado participar da ação para quitar uma dívida de aproximadamente R$ 750 com Lucas. Outro participante foi Rafael Fernando de Paula Bahia, que atuou como motorista no dia do crime. Ele devia cerca de R$ 10 mil por causa de um carro emprestado que acabou se envolvendo em um acidente. Em troca da participação, teria recebido a promessa de R$ 1 mil.

Também foi identificado Emerson Sevalho de Souza, que devia cerca de R$ 200 ao mentor do crime. Inicialmente, a dívida teria sido reduzida para R$ 100, mas, segundo a investigação, Emerson teria recebido apenas R$ 50 para integrar a ação.

As investigações apontam ainda que, três dias antes do homicídio, Lucas e Antonio foram até o ramal no bairro Tarumã para observar a residência do professor e acompanhar sua rotina. No dia do crime, eles retornaram ao local acompanhados de Rafael e Emerson para executar o plano.

A polícia afirma que a própria mandante teria entregue uma bolsa a Lucas no dia do assassinato. Dentro dela estaria a arma utilizada na execução. Durante a ação criminosa, três homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram 14 disparos contra o professor, que foi atingido por sete tiros.

Foram presos Antonio Carlos Pinheiro Meireles (“TK”), Emerson Sevalho de Souza, Lucas Santos de Freitas (“Lucão” ou “Magrão”) e Rafael Fernando de Paula Bahia. Segundo a polícia, todos possuem antecedentes por outros crimes.

A suspeita de ser a mandante do assassinato, Juliana da Rocha Pacheco, permanece foragida e continua sendo procurada pelas autoridades. O caso segue sob investigação.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) solicita que qualquer informação sobre o paradeiro da suspeita seja repassada pelos números (92) 98118-9535 e (92) 3667-7575, além dos canais 181, da SSP-AM, ou 197 da Polícia Civil do Amazonas. A identidade do denunciante será mantida em sigilo.

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