Operação “Erga Omnes” acirra tensão entre Prefeitura e instituições de Justiça no Amazonas
Após desistência de habeas corpus, David Almeida volta a acusar ação de caráter político e afirma que Tribunal de Justiça do Amazonas e Ministério Público do Amazonas teriam sido induzidos ao erro

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Da Redação do Portal 92amz (92)98151-7280

Em meio ao vaivém jurídico que envolveu o pedido e a posterior desistência de um habeas corpus antecipado, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), voltou a subir o tom contra a operação “Erga Omnes”, classificando-a como instrumento de perseguição política. A declaração, feita durante coletiva de imprensa, reacende a tensão entre o chefe do Executivo municipal e as instituições responsáveis pela investigação, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a Polícia Civil do Amazonas (PCAM).
Ao direcionar críticas ao delegado responsável pelo caso Marcelo Martins, o prefeito adotou um discurso ambíguo. Declarou respeito ao Ministério Público e ao Judiciário, mas sustentou que ambas as instituições teriam sido “induzidas ao erro” pela condução da investigação.
“Vou mostrar quem é este delegado ainda, me aguarde. As promessas que ele recebeu. Tem muita coisa para acontecer. Respeito a Polícia Civil, respeito o Ministério Público e o Judiciário. O Ministério Público e o Judiciário foram induzidos ao erro por um delegado midiático que fez uma operação em sete estados, com três investigadores, que todo mundo já sabia. Essa operação estava nas mãos do meu adversário, que é hoje meu adversário, o senador Omar Aziz, desde outubro. E ele lança a operação justamente dois dias antes do lançamento da minha pré-candidatura ao governo. Temos muitas coisas para esclarecer. Eu ainda vou mostrar muitas coisas”, disse.
No Outro trecho
“O meu combate não é à polícia. A Polícia Civil é uma instituição isenta, porém, a atuação deste delegado gera suspeitas e surgiram aqui estas minhas indagações. Não contra a decisão do Judiciário, não contra o Ministério Público, de forma alguma. São instituições que eu respeito. Mas o delegado que faz uma live avisando o traficante que ele vai buscar o traficante, em vez dele prender o traficante, ele vai prender uma colega dele da Polícia Civil. Ele não apreendeu nem o celular da minha secretária. Ele é um instrumento para criar desgaste político. Essa operação foi política”.
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“Ministério Público e o Judiciário infelizmente foram induzidos ao erro por este cidadão. Como ele entra no carro com a moça que foi presa dizendo que ‘O David te jogou na água’. Ela faz esta afirmação. Tudo isto vai ser esclarecido no decorrer do processo. A AnaBela é inocente, ela não tem nenhum envolvimento com Comando Vermelho, nem com tráfico de drogas. Inclusive, cadê o traficante? Cadê o chefe da quadrilha? Ele não apresentou um traficante preso”, completou o prefeito.
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